Delírio - UTOPIA

Queria sair sem destino, viajar por lugares distantes, ir além dos meus limites, sair do real, fantasiar, entrar numa tela pintada com paisagens, onde um rio me chame a visitá-lo nas noites, para que deitado a sua margem eu possa contemplar no céu o lindo luar e o labirinto de estrelas, ouvindo vozes de pássaros que cantam acompanhados pelo leve sussurrar das águas que passam mansamente e do vento que sopra leve, acariciando meus cabelos até que adormeça e sonhe, talvez um lindo sonho de amor, no qual minha doce amada venha me visitar e me beijar e no silêncio voluptuoso da noite me amar e que ao amanhecer, o sol venha nos despertar com um raio dourado, chamando-nos para um passeio pelas montanhas imponentes e majestosas de onde se avista o nada que se perde no tudo, se avista o indivisível até onde se divisa e se torna invisível. Ao entardecer, desceríamos aos campos cujas plantações a farfalhar nos convidem a por eles caminhar e correr e pular e sorrir e cantar..., brincar.
Apenas uma utopia, é hora de voltar do mergulho ao imaginário. Segue a vida real!



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